Em entrevista, o parlamentar defendeu a entrada de Ivanete Lima na disputa e justificou o papel de suplente do ex-governador na chapa majoritária.
O cenário das articulações políticas para as vagas majoritárias ganhou novas interpretações no Tocantins. O senador Irajá, que comanda o PSD e busca a renovação de seu mandato, declarou publicamente que enxerga total legitimidade nas movimentações do Partido dos Trabalhadores para estruturar um palanque próprio, citando o nome do ex-deputado Paulo Mourão como uma opção viável para a disputa ao Senado.
Os esclarecimentos foram concedidos durante uma entrevista à Rádio Nova FM, de Gurupi, onde o parlamentar tentou desfazer mal-entendidos gerados após um evento oficial de sua legenda. Naquela oportunidade, o partido havia anunciado a filiação do ex-governador Mauro Carlesse e lançado o nome de Ivanete Lima como pré-candidata ao Poder Legislativo, provocando ruídos sobre os espaços reservados aos aliados da esquerda.
Irajá ponderou que suas falas anteriores foram mal interpretadas pelos analistas políticos e assegurou que o plano ideal sempre previu o PT ocupando postos de suplência na chapa governista, o que não impede a sigla petista de lançar concorrências paralelas se assim preferirem suas bases.
O senador fez questão de frisar que respeita a soberania partidária e não possui qualquer tipo de controle ou pretensão de gerência sobre as deliberações e convenções internas que o Partido dos Trabalhadores realizará.
Na mesma oportunidade, o líder do PSD saiu em defesa do nome de Ivanete Lima, destacando o forte simbolismo de sua pré-candidatura por se tratar de uma mulher negra, de fé evangélica e com base comunitária na periferia de Palmas, características que, segundo ele, oxigenam e agregam pluralidade ao ambiente político tocantinense.
A respeito das críticas recebidas pela composição de seu grupo, Irajá cobrou justificativas lógicas daqueles que tentam desqualificar tanto a representatividade popular de Ivanete quanto o capital político de Mauro Carlesse, lembrando que ambos possuem força eleitoral expressiva nas urnas e não devem ser rejeitados por conveniências partidárias.
O senador detalhou que Carlesse aceitou recuar de suas pretensões iniciais para atuar de forma estratégica na primeira suplência da chapa, uma decisão que o parlamentar classifica como um gesto focado em somar forças e ampliar os canais de diálogo em prol do desenvolvimento do estado.
Demonstrando otimismo com o andamento de sua própria pré-campanha, Irajá encerrou a participação relatando o cronograma de suas viagens pelo interior do Tocantins, citando agendas de prestação de contas cumpridas em Pedro Afonso e programações futuras nos municípios de Pequizeiro e Goianorte.