Expedição visita a Agro Brasil, em Tocantínia, para conferir de perto as inovações no cultivo de algodão na região central.
Nesta terça-feira (24), as atividades da Caravana da Produção 2026 focaram na modernização tecnológica aplicada ao algodão.
A visita técnica ocorreu na empresa Agro Brasil, em Tocantínia, marcando o segundo dia da jornada que percorre o estado até a próxima sexta-feira (27), com encerramento previsto em Mateiros.
A iniciativa é uma realização do Governo do Tocantins, coordenada pela Secretaria da Agricultura e Pecuária (Seagro), em parceria com a Adapec, Ruraltins e demais órgãos do setor.
Durante a abertura, o secretário da Seagro, Fred Sodré, enfatizou que a Caravana estreita os laços entre o poder público e o produtor rural. Segundo ele, a gestão estadual utiliza essa proximidade para entender os desafios do campo e aplicar políticas públicas que solucionem gargalos nas propriedades.
Resultados e Potencial
O diretor da Agro Brasil, Peter Fruervang, apontou o algodão como uma alternativa estratégica e rentável para a safrinha no Tocantins.
Ele compartilhou dados expressivos da última colheita, onde um grupo de produtores atingiu a marca de 250 arrobas por hectare, somando cerca de 6 mil toneladas de algodão em caroço processadas pela empresa.
Já o produtor Daniel Cerri, da Fazenda Agrocr (Figueirópolis), ressaltou que a troca de conhecimentos sobre manejo e financiamento proporcionada pela Caravana é fundamental.
Com médias que chegam a 280 arrobas por hectare — podendo atingir 330 em áreas irrigadas —, Cerri já planeja a construção de uma estrutura própria para o processamento da fibra no futuro.
Foco na Produtividade e Exportação
Atualmente, a Agro Brasil trabalha com diferentes variedades de sementes, destacando-se a FM 99 GL pela alta resistência e rendimento. No sistema de rotação da empresa, o algodão e o milho assumem o protagonismo logo após a colheita da soja.
De acordo com o gerente de lavoura, Henrique Alves, o foco comercial da pluma é o mercado internacional, tendo a China como maior compradora.
Além da fibra, o ciclo produtivo é totalmente aproveitado: o caroço de algodão é destinado à fabricação de ração animal para a região Nordeste, enquanto os resíduos orgânicos servem como adubo para as lavouras, reforçando a sustentabilidade da operação.
