Órgão municipal e socorrista do NEU ensinam como blindar o lar contra quedas, queimaduras, engasgos e afogamentos no período de recesso escolar.
Com a chegada do período de recesso escolar, as crianças passam a maior parte do tempo no ambiente domiciliar, o que eleva consideravelmente a necessidade de atenção por parte dos responsáveis.
Diante desse cenário, a Secretaria Municipal da Saúde (Semus) emitiu um alerta voltado para a conscientização e prevenção de acidentes domésticos.
Ocorrências envolvendo quedas, queimaduras, intoxicações por produtos químicos, cortes, engasgos e afogamentos lideram as estatísticas médicas nesta época do ano e podem ser evitadas por meio de medidas simples de segurança física e monitoramento constante.
O Espaço Seguro e o Diálogo Próximo
A socorrista e coordenadora de projetos do Núcleo de Educação em Urgência (NEU) do Samu, Claudete Nascimento, esclarece que a energia e a curiosidade são fases vitais para o desenvolvimento infantil, cabendo aos adultos canalizar essa vivência com proteção.
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Cômodo Livre de Perigos: A especialista sugere separar um quarto ou sala da residência para deixá-lo totalmente seguro e livre de ameaças, permitindo que as crianças brinquem de forma solta e sem restrições.
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Conversa Afetuosa: Claudete enfatiza que o diálogo constante é uma ferramenta de proteção indispensável. Ao explicar os riscos para os filhos, os adultos devem adotar uma linguagem simples, carinhosa e clara, justificando as razões de não poder mexer em tomadas, produtos químicos ou interagir com insetos e animais desconhecidos.
Manual de Sobrevivência por Ambientes da Casa
Para anular os riscos ocultos da infraestrutura doméstica, as famílias devem adotar barreiras físicas nos principais pontos críticos:
Na Cozinha e Despensa
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Cabos de Panelas: Devem ficar sempre virados para a parte interna e traseira do fogão ao cozinhar.
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Objetos Cortantes: Facas, tesouras e eletrodomésticos com lâminas precisam ser guardados em gavetas trancadas ou armários altos com travas de segurança.
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Armazenamento Seguro: Remédios e produtos de limpeza devem ser mantidos fora da linha de visão e do alcance das crianças. Claudete alerta para que nunca se reutilizem garrafas de refrigerante ou suco para guardar líquidos tóxicos, pois isso causa graves acidentes por ingestão acidental.
No Banheiro e Quartos
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Sufocamento e Engasgos: Para os pequenos com menos de quatro anos, deve-se evitar oferecer alimentos como pipoca, amendoim e uvas sem cortar ao meio. Brinquedos pequenos, moedas e ímãs também devem ser guardados em locais restritos.
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Cordões e Tomadas: Fios de cortinas e persianas devem ficar bem altos para afastar o risco de estrangulamento. Recomenda-se o uso de protetores plásticos nas tomadas e nas quinas dos móveis.
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Prevenção de Quedas: A instalação de telas ou grades nas janelas e sacadas é fundamental, além do uso de tapetes antiderrapantes nos banheiros.
Áreas Externas e Piscinas
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Água em Pouca Profundidade: Um bebê pode se afogar em baldes com apenas dois dedos de água.
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Segurança na Piscina: A área deve ser isolada por grades e o banho precisa ser supervisionado de perto por um adulto que esteja totalmente sóbrio e sem consumir bebidas alcoólicas.
Em caso de qualquer incidente ou emergência, os responsáveis devem ligar imediatamente para o Samu (192) ou para o Corpo de Bombeiros (193), mantendo sempre à mão uma caixa de primeiros socorros básica para pequenos ferimentos.