Após devolução imediata do dinheiro, trabalhador acionou o Poder Judiciário para exigir compensação por danos morais e pagamento de recompensa.
O motorista Antônio Pereira do Nascimento viveu a experiência incomum de ver o saldo de sua conta bancária atingir a marca de R$ 131 milhões de reais, uma fortuna que permaneceu sob sua posse por apenas vinte e quatro horas em decorrência de uma falha operacional cometida pelo sistema de transferências do banco Bradesco.
O episódio, ocorrido originalmente no ano de 2023, acabou se transformando em uma complexa batalha jurídica quando o condutor decidiu processar a instituição financeira, pleiteando judicialmente o direito de receber uma gratificação financeira pelo estorno voluntário do dinheiro, além de uma indenização por danos morais devido ao susto provocado pelo equívoco.
A disputa legal se arrasta nos balcões do Poder Judiciário sem uma decisão definitiva desde o ano de 2024.
O andamento da ação sofreu uma alteração recente após o magistrado responsável pelo caso optar por dispensar o depoimento das testemunhas que haviam sido arroladas no processo, gerando uma reação imediata da equipe de advogados de Antônio Pereira, que protocolou um recurso de embargos de declaração para contestar a necessidade dos relatos em juízo.
Procurada para se manifestar sobre as acusações e sobre o andamento dos pedidos de reparação de danos, a assessoria de imprensa do Bradesco limitou-se a declarar que mantém a política institucional de não emitir comentários ou notas públicas a respeito de litígios que ainda estejam sob avaliação e julgamento do tribunal.